sábado, 24 de setembro de 2016

[2505] Praia de Bote comemorou os 2500 posts. Agora mete-se no "Gavião dos Mares" e ruma aos 5000


[2504] E para comemorar os 2500 em beleza, sai um livro de Onésimo Silveira

Adquirido hoje mesmo, por preço reduzido (cerca de um terço do valor de capa inicial), em segunda mão, mas bem conservado. O book só nos deve chegar lá para quarta ou quinta-feira, mas já aqui fica a foto internetiana. Digamos que foi a nossa prenda em dia de 2500. Salivai, gentes, salivai...



[2503] Com 2502 posts no papo, por hoje não nos verão mais, visto que a sessão no Eden Park é dupla. E comprámos duas canecas de mancarrinha...


[2502] Para repousar do desgaste de 2500 posts, Pd'B vai de férias para o Hotel Porto Grande


[2501] Para comemorar os 2500 posts do Pd'B, nada melhor que uma garrafinha de Sumol

[2500] Dia de festa no Praia de Bote: 2500 posts

E eis-nos pois chegados ao post 2500, com uma percentagem de uns 99% dedicados ao Mindelo, a São Vicente e a Cabo Verde. Um feito, se pensarmos que nestes seis anos de Praia de Bote o administrador, que não é cabo-verdiano de berço, não esteve fisicamente nas ilhas, um segundo, sequer. Mas o espírito é de facto uma grande coisa. 

Braça a todos os que nos têm acompanhado na caminhada, pois o Pd'B também tem sido feito por eles. Fica a promessa de continuidade, sempre com as 10 ilhas e seu ilhéus satélites no pensamento.

[2499] Ideias antigas para o Porto Grande. Estas, de Abril de 1938

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

[2498] Anteontem, morreu em Lisboa o cantor cabo-verdiano Mário Rui

Só o soubemos agora, pelo que também apenas neste momento é possível deixar aqui singela homenagem. Na foto, feita a 15 de Junho de 2013, vemos Mário Rui a cantar no Fórum Cultural Romeu Correia, Almada, por ocasião da homenagem feita ao poeta Jorge Barbosa. À direita, Armando Tito. Ver AQUI


[2497] Praia de Bote de luto pelo amigo Daniel Bartolomeu Gomes, falecido hoje no Mindelo, S. Vicente de Cabo Verde (ver posts anteriores)

A notícia, em "A Semana", AQUI

[2496] O reconhecimento de Daniel Bartolomeu Gomes, na devida altura, pelos serviços prestados



[2495] A última mensagem do Nhelas para mim, dia 12 deste mês, pelas 12h42

Foto Expresso das Ilhas
Nunca poderei corrigir o texto do meu amigo, como era habitual, com muita pena minha. O Daniel costumava enviar-me os trabalhos que publicava na revista da ADEF, para que lhes desse uma vista de olhos, coisa que eu fazia com o maior gosto, pela amizade antiga que tínhamos um pelo outro, meu bom colega de carteira nessa escola desaparecida da mindelense Rua do Sol, no Lombo. Quanto reatámos amizade, há alguns anos (foi ele quem me redescobriu), lembrou-me que a minha mãe também gostava muito dele, pois vendia-nos uns ovos deliciosos, das galinhas da família. Mais um amigo que desaparece, neste caso perda para mim e perda para Cabo Verde e para os que ele defendia. Mas alguém há-de continuar a sua luta, estou certo, pelo valoroso exemplo que nos deixou.


[2494] O Nhelas, em Junho de 2016

[2493] Praia de Bote de luto pelo colega de escola primária da Rua do Sol, Lombo. Nhelas Bartolomeu Gomes, meu velho, paz à tua alma

Em breve, falaremos deste amigo e companheiro de brincadeiras e estudo que desapareceu subitamente da nossa companhia e que tanta falta fica a fazer aos deficientes de São Vicente e de Cabo Verde em geral.


[2492] Uma saborosa imagem, de ficar de boca aberta

Foto Wikipedia

[2491] Preservar e cozinhar peixe em São Vicente

[2490] Iate encalha na Baía das Gatas

A notar: "encalho" e "A embarcação terá aproximado..."

[2489] Mais um memória da apresentação do mesmo livro cabo-verdiano do post 2484

Outro excerto da apresentação que fiz do livro de Germano Almeida "Do Monte Cara vê-se o Mundo", ed. Caminho, em 1 de Outubro de 2012, na Livraria Buchholz, Lisboa

(...) Fala-se também de produtos mais ou menos vulgares no exterior mas que na ilha eram verdadeiro luxo como os frascos de perfume Bond Street (Pepe deu um a Guida nos seus tempos de comerciante de bordo e ofereceria o que lhe restava, e longos anos guardou para quem o merecesse, à filha desta, Júlia, sua paixão maior), os sabonetes Lifebuoy, o corned-beef enlatado, whisky, drops, toffees e chocolates Cadbury (relógios Cauny Prima e rádios de transístores Sony, Philips e Philco, junto eu) que constituíam de facto uma maneira de o Monte Cara ver o mundo como também o era observá-lo através das revistas que chegavam nos vapores e que os pilotos e polícias marítimos traziam para terra, como a Paris Match, a Newsweek, a Time, as brasileiras Cruzeiro e Manchete e as fotonovelas Capricho e Sétimo Céu que corriam todas as mãos do Mindelo até estarem irrecuperáveis de tão sebentas, rotas e falhas de páginas que iam caindo, de leitor para leitor – sendo que os derradeiros já não percebiam patavina do que liam. Lembro-me que foi através da Paris Match que observei as primeiras fotografias relativas ao assassinato do presidente Kennedy, assunto que só veria em filme semanas depois, nas actualidades do cinema Eden Park, primeira e saudosa universidade do Mindelo, miseravelmente desleixada e destruída em crime sem perdão, passível de degredo para os seus autores, no djéu e para sempre. (...)

[2488] O que prevíamos bateu certo

Ontem, com apenas cinco posts, a performance do Pd'B baixou para 398 visitas (mesmo assim, nada má), muito menos que o ultra-record de 882 do dia anterior, data em que colocámos duas dúzias. Não há dúvida, portanto: quanto mais posts, maior será a freguesia. Poremos os que pudermos, sem mais tentativas de bater records que há mil e uma outras coisas para fazer e a vida não é apenas Pd'B. Ainda se o Djosa de nha Bia desse uma ajuda decente...


[2487] 12 atletas cabo-verdianos em Portugal, no Grand Trail Serra d'Arga

[2486] Do Luxemburgo a Cabo Verde

Ver AQUI

[2485] "The Lancet" classifica saúde de Cabo Verde

Ver AQUI

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

[2484] Um certo Mindelo, sabim, sabim

Excerto da apresentação que fiz do livro de Germano Almeida "Do Monte Cara vê-se o Mundo", ed. Caminho, em 1 de Outubro de 2012, na Livraria Buchholz, Lisboa

(...) Ora o livro desde início me agradou, pois logo à página 8 fala na "audácia das peixeiras da Rua de Praia", vizinhas da minha rua e casa de infância, e à 10 convida-nos a comer moreia frita na Rua de Matijim, em estaminé que mais tarde há-de identificar como sendo o botequim de Nha Joana, tão boa como a que se fritava no de Guida, paixão fugaz de Pepe. Palmilhei vezes sem conta essa rua de Matijim (ou de Santo António, topónimo tão esquecido ali como o de Praça do Comércio em Lisboa) a dos botequins mais manhosos da ilha, com grandes comezainas (hoje pontua lá, no n.º 42, o restaurante Pica Pau, o dos mariscos de fama) poiso dos piores patifórios e desde sempre sítio de venda de toda a casta de produtos legais e ilegais, estes resultantes de furtos em terra ou de móia de naufrágios mas também de fruta, legumes e onde comprei quilos de mancarra e cimbron (cujo destino, no segundo caso, não era tanto ser comido mas utilizadas as suas bagas como munições de arremesso na geral do cinema do Tuta, o Park Miramar, em direcção os espectadores das primeiras filas)...

E em matéria de botequins, lembro-me bem de alguns dos da Rua da Praia, como o do Faustino (hoje Boca de Tubarão), do da Luz, logo a seguir mas a dar para o lado da Praça Estrela (a Maria da Luz era cunhada de Virgílio de Pina, marinheiro da Capitania e golfista), e, na Rua de Matijim, o de Ti Lina, mãe de colega do Liceu Gil Eanes com quem ainda me dou. Germano cita, como referi há pouco, o de D. Guida, mãe de Júlia e Marquinho, lá na Rua de Craca (artéria entalada entre as do Douro e de Morguino), onde se fazia a melhor moreia frita e a mais gordurenta da paróquia. E também do de Norberto que tal como Pepe é um exagerado nas histórias que conta, à boa maneira são-vicentina e mindelense. Antigo emigrante, guardava um manduco de marmeleiro debaixo do balcão para o que desse e viesse. Ficou famoso por ter sobrevivido a uma queda no mar, agarrado a um caixote de batatas numa hora de temporal em que, na qualidade de cozinheiro de bordo, o fora buscar ao paiol dos mantimentos no exterior do navio. O chief cook mergulhou nas águas, as batatas voaram pelos ares e o caixote assegurou-lhe a flutuação até o pescarem. (...)

[2483] Eis o que já vale uma fotografia autografada de Mascarenhas Monteiro, escassos dias após a sua morte

Clique na imagem, para a poder ver melhor

[2482] O céu de Cabo Verde não regula bem da cabeça...

Ver AQUI

[2481] Novos embaixadores de Cabo Verde em Washington e Lisboa