sábado, 24 de fevereiro de 2018

Muito material lançado hoje, para ser lido, visto e ouvido, hoje e amanhã. Praia de Bote, sempre a aviar. Bom sábado e um braça! E bom domingo para todos os visitantes, sobretudo para os que simpaticamente colocam os seus comentários.

[3574] Uma foto que faz sonhar!

http://www.caboverdesite.com/city/sao-vicente/locais-turisticos/mindelo/

[3573] Quando AGORA em Cabo Verde se debate a regionalização, lembremos o logótipo "Regionalização AGORA"

[3572] Cuscuz com Farinha de Milho no Binde | RECEITAS DE CABO VERDE

[3571] A fotógrafa italiana de Cabral

[3570] Quem resiste a uma boa cachupa?

[3569] Este grog é de 1933...

[3568] Em Janeiro de 1912, bebia-se boa pinga na Praia

[3568] Para o almoço de hoje ou de amanhã, uma receita tradicional de cachupa (e dita em crioulo)

[3567] Filme dedicado aos nossos colaboradores e comentadores, especialmente ao de Tomar...

[3566] Pd'B faz continência aos seus visitantes e comentadores, mas com stil!!! Para quem não sabe, trata-se da filha codê de Djosa de nha Bia, única coisa de jeito que este funcionário do nosso blogue fez na vida

[3565] Não embarquem em navios noruegueses... pelo menos enquanto viajarem na máquina do tempo e passarem por 1967...


[3564] Carro alegórico de Cabo Verde, no cortejo histórico da Exposição Colonial do Porto em 1934

A história e imagens da exposição encontram-se com facilidade na Internet. Por isso, só aqui fica esta foto (concepção do carro, de José Luís Brandão) e a capa de um livro da Biblioteca do Pd'B (já divulgado) que fez parte da vasta colecção sobre as colónias portuguesas publicada na altura. Ver mais posts sobre esta exposição no Pd'B, AQUI, AQUI e AQUI, por exemplo.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

[3563] Algumas ilhas de Cabo Verde, filmadas em 2016 (entre as quais São Vicente, claro!)

[3562] Moscas, moscas e mais moscas, no aeroporto do Sal... em Janeiro de 1953


"Diário Popular", Lisboa
4.Janeiro.1953

Pág. 7 – MOSCAS A MAIS NO AEROPORTO DA ILHA DO SAL – Ilha do Sal – Há poucos anos, quando aqui esteve a Missão do Instituto de Medicina Tropical a Cabo Verde, chefiada pelo sr. dr. Manuel Torquato Viana de Meira, conseguiu-se eliminar o mosquito e a mosca. O facto deu grande e natural satisfação aos habitantes desta ilha.

Agora volta de novo a afligir-nos a mosca. Além de serem incomodativas para todos, as moscas, aos milhares, dão um aspecto pouco acolhedor ao aeroporto do Sal – o seu director, sr. eng. Manuel Alexandrino, o poderia afirmar! – onde transitam passageiros de todas as nacionalidades e tripulações de aviões a caminho da Europa, América do Sul e América Central.

Ora sucede que se encontra presentemente em S. Vicente a Missão de Estudo e Combate da Malária em Cabo Verde, chefiada pelo sr. dr. Manuel Meira. Não seria possível que o Chefe desta Missão, a caminho de Lisboa dentro de algum tempo, viesse ao Sal para orientar a execução de uma desinfecção semelhante à que anteriormente fez?

Confiamos em que esta nossa razoável sugestão tenha eco junto da Direcção Geral da Aeronáutica Civil. E se assim suceder, estamos certos de que será muito facilitada no Instituto de Medicina Tropical pela boa vontade e valioso apoio do sr. professor dr. Francisco Cambournac (ver AQUI), que já estudou e admiravelmente conhece esta pequena parcela do Império Português – M. de C.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

[3561] Mais uma valiosa colaboração do Zeca Soares: chegada de pescado ao Plurim d'Pêxe

Aqui ficam as palavras que vieram a acompanhar estas deliciosas imagens, com um abraço para o nosso fotógrafo de serviço na ilha do Monte Cara:

Na Rua d'Praia da Praia d'Bote, não faltam histórias para contar que estão a perder-se no tempo, como por exemplo a vida destes homens do mar e dos seus colaboradores em terra.
Estes são da ilha vizinha de Santo Antão, mais precisamente da zona de Tarrafal de Monte Trigo. Dizem que se levantam de madrugada, andam cinco/seis horas até ao pesqueiro no Noroeste e às vezes até dormem por lá. Para não falar dos de Salamansa que vão para Santa Luzia nas mesmas condições.



[3560] Proposta irrecusável, feita aos colaboradores militantes do Pd'B

Pessoal, vamos tomar de arrendamento a ilha de Santa Luzia, para sede do Praia de Bote! Adriano, José, Valdemar, Carmo, Ondina, Zeca e... Djack, cada um entra com cerca de 15.000 réis e ficamos com a ilha por uma temporada, três ou mais anos!!! 

Quanto ao César Augusto Neves, posso dizer que nasceu em 6 de Janeiro de 1842, natural de Cavaleiros da Serra, Portugal (não consegui confirmar esta terra como sendo em Portugal, apesar da indicação recolhida; há Cavaleiros da Serra no Brasil),  e faleceu em São Nicolau em 1912, onde casou e teve descendência. Neves coloca e assina o anúncio, na qualidade de delegado de São Nicolau na ilha de Santa Luzia, numa espécie de sucessão do ainda hoje lembrado (e estimado) Dr. Júlio José Dias - o que vendeu ao Estado em 1866 a sua casa para nela se instalar o Seminário-Liceu de São Nicolau, facto que de certo modo inspirou o senador Vera-Cruz em São Vicente, décadas depois. A história é muito mais longa do que aqui se conta, mas fica um cheirinho para dar uma ideia de quem detinha Santa Luzia nestes anos. O anúncio é de Março de 1912 (embora datado de Fevereiro), pouco antes de César Augusto Neves falecer.

[3559] Com uma resposta destas, só pode ser um mnine de Soncente


[3558] Principalmente para o Adriano mas também para os outros visitantes, sobre um post recente, onde se fala da Manuela, filha do Manuel Manjua

Ver AQUI (ver comentário da visitante Joana Cardoso)

[3557] Vem aí o Pen Club de Cabo Verde

Ver AQUI

[3556] Cesária Évora - Salamansa

Obras do primeiro hotel de Salamansa arrancam este ano.
Ver AQUI

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

[3555] Uma anedota acerca de um mucim de Santo Antão respigada da página de humorismo de um exemplar de "O Notícias de Cabo Verde" de 1933

[3554] Corram, corram, já, que vai esgotar!!!

Sugerimos a todos os nossos visitantes que arranquem 26 paus da carteira ou do porta-moedas, pois o disco decerto vai esgotar em pouco tempo e um petisco destes não se pode perder. É garantido, vai haver fila à porta do estabelecimento do António Miguel de Carvalho, ai vai sim senhor. É claro que terão de viajar na máquina do tempo, pois o anúncio é de meados de Julho de 1931... E quero ver tudo na Praça Estrela ou na Praça Serpa Pinto a dançar a polka "Cidade do Mindelo", nem mais!


[3553] Outro aspecto da cerimónia reportada no post anterior: governo de Cabo Verde condecora escritor Luís Romano e Marinha do Brasil

[3552] A entrega do acervo de Luís Romano a Cabo Verde

Aqui está a cerimónia da entrega do espólio de Luís Romano pelo Brasil a Cabo Verde e aqui está também a Dr.ª Simone Caputo Gomes, estudiosa do autor de "Famintos" e da literatura cabo-verdiana em geral. Ainda não calhou conhecemo-nos pessoalmente mas já trocámos muita correspondência e ela até já me ofereceu alguns livros seus e escreveu sobre o meu conto "Piduca, o galo barítono", recordado do galo de Manuel Lopes, ambos galináceos de São Vicente, embora o meu mais viajado que o dele, pois este só viajou de Santo Antão até São Vicente e o meu foi na barca "Sagres" a Portugal e depois voltou ao Porto Grande... galo viajado, ahahahaha

[3551] "Famintos", de Luís Romano, chega ao Pd'B

Ele aqui está, acabadinho de chegar ao Pd'B, em primeira edição portuguesa, de uma editora do MRPP (Publicações Nova Aurora, 1975)... Entretanto, soubemos de uma segunda, da editorial Ulmeiro (1983), que vamos tentar caçar - o que não parece difícil. 

Quanto ao presente exemplar, a história é esta: foi inicialmente vendido na Livraria Compasso, Rua Saraiva de Carvalho, 268-C, Lisboa, provavelmente por quem lhe inscreveu uma assinatura de posse  no frontispício (uma tal Maria Almira, se percebemos bem o autógrafo, datado do ano da publicação). Depois teve a sua vida, para nós desconhecida, até que aportou a um alfarrabista de Cascais onde aqui o Pd'B o foi desencalhar. Agora, é o inevitável: a leitura, fim para que o objecto foi criado.

Sobre "Famintos" e sobre Luís Romano, ver também AQUI.


[3550] Um muito interessante texto de Eurídice Monteiro no "Expresso das Ilhas", sobre o Carnaval mindelense, em particular sobre os "mandingas"

Ver AQUI

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

[3549] O veleiro "Primos". Ele, em fotografia, sua venda, feita a partir de Lisboa, com o pescador farense Manuel Manjua e a sua casa pelo meio

A investigação centra-se na descoberta pura e simples de factos isolados mas também (e aí está o maior gozo dela) na relação entre descobertas que possa produzir nova luz.

Pd'B apresenta hoje a ligação entre três imagens que só ontem foi concluída, ao fim de muitos e muitos anos de procura (melhor dizendo, décadas).

Mostremo-la, por passos:

1 - Ver AQUI uma foto de festa do 8.º aniversário da menina de bandolete (filha do então cabo-de-mar da Capitania dos Portos) que decorreu no terraço da casa da sua amiga Manuela Manjua (era o 2.º e último andar do prédio), algures na morada, onde se podem ver pelo menos três figuras nossas conhecidas. Por exemplo, o famoso Djack d'Cuptania (o sport lá atrás), a ainda mais famosa miss jovem de Cabo Verde de 1973, Manuela Manjua (a menina de tranças à sua frente) e a hoje famosíssima Tété Alhinho, cantora de créditos firmados, nacional e internacionalmente (em baixo, à esquerda). Passa-se a coisa exactamente em 13 de Janeiro de 1963. Os anos sucedem-se, a memória esbate-se em alguns aspectos e quando o Djack regressa a São Vicente em 1999 e quer ver essa casa onde entrou tantas vezes, não dá com ela. Isto é, já não se lembra se fica na Rua de São João, se na de Sá da Bandeira (hoje de Moçambique), da Luz, da Moeda ou na Suburbana, embora se recorde que na rua a casa ficava do lado esquerdo de quem entra nela, vindo da Praça Estrela. Como curiosidade, os japonas dos marus atuneiros alugaram o 1.º andar do prédio para arrumos de apetrechos de pesca e outros materiais, como bonés, chinelos de sola de madeira, oleados, etc. De modo que quando o Djack subia ou descia a escada, havia sempre pescadores a entrar e a sair, com tralha pesqueira às costas ou nas mãos. Daí que ainda tenha apanhado um boné com um desenho de roda de leme e uns chinelos que faziam toc-toc no empedrado do Mindelo e que eram resistentes que se farta..

2 - Um dia, muito anos mais tarde, alguém cedeu ao Djack várias fotos de veleiros cabo-verdianos, entre as quais vinha esta, onde se designava o barquinho como "Primos" (ver também AQUI e AQUI). Estranhou o rapaz vê-lo atracado ao cais acostável - que ele conheceu acabado de inaugurar - mas não reconhecer a embarcação. E logo considerou que o "Primos" chegara ao Porto Grande depois de ele, Djack, ter tido a sua hora di bai. Mas...

3 - Ontem, ontem mesmo, a relação foi enfim concretizada, com a descoberta do anúncio que aqui segue. É ele de 13 de Março de 1969, publicado em "O Arquipélago". E lá observamos não só o endereço de Manuel Manjua como a curiosidade de ter ele estado provavelmente na origem da venda do "Primos" a armador cabo-verdiano que desconhecemos (pode ser que um dia...). E o endereço de Manjua, pescador da Frigorífica (natural de Faro, Portugal), homem de grande sabedoria marítima e piscatória e que deu a Cabo Verde uma misse, vem não só com nome de rua como ainda por cima, número de porta... Assunto enfim resolvido, tudo arrumado! Tudo, tudo, não: o apelido do senhor era "Manjua" e não "Manjoa", seu gráfico destrambelhado!!!

E já agora, a lisboeta Rua Heliodoro Salgado (a da residência de João Inácio Grelha, homem com raízes algarvias) cruza com a Rua de Cabo Verde, no chamado Bairro das Colónias... Coincidências!...


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

[3548] Ele também teve a sua "hora di bai". O sentido adeus às ilhas, do então brigadeiro Lopes dos Santos, amado governador de Cabo Verde

Pd'B reproduz aqui um texto de despedida, publicado em "O Arquipélago" de 7 de Fevereiro de 1974, da autoria do último governador de Cabo Verde (ainda houve outro, mas sem significado, devido às circunstâncias do 25 de Abril que o desalojaram do cargo ao fim de pouco tempo de vigência, fora os altos-comissários nomeados pelo governo da altura). Reproduzimos também parte de um das suas cartas (do nosso arquivo) a Silva Cunha, ministro do Ultramar, em que recomenda para o substituir um colega de elevada craveira, mais uma vez interessado em servir Cabo Verde. Não foi em vão e por acaso que quando voltou às ilhas em 1995, por altura do 20.º aniversário da independência de Cabo Verde, foi recebido com todas as honras pelas autoridades nacionais. Repare-se na subtileza daquela sua última frase: "como parcelas cada vez mais ciosas da sua autonomia".  Ele sabia, ele sabia... Ver também AQUI



[3547] Os 1000 livros da biblioteca de Luís Romano chegaram agora a Cabo Verde, provenientes do Brasil, e este chegará esta semana ao Pd'B, vindo directamente de um alfarrabista de Cascais