quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

[0360] Leão dos Santos Lopes: história em andamento da biografia de um "cape verdean" prestigiado nos EUA - VER INÍCIO DO TEXTO NO FINAL DESTE POST









Já está na rua há dias o Terra Nova de Janeiro (chegou-nos hoje pelo correio). Nele se pode ler em mais uma das CRÓNICAS DO ATLÂNTICO NORTE a 2.ª parte de longo texto sobre a história do ensino em Cabo Verde (que continuará noutros números).

No presente mês, a CRÓNICA versará a Génese e ocaso da Italcable, a companhia Italiana de Cabos Telegráficos Submarinos em São Vicente.

Em Março, será a vez de se contar no mesmo jornal a brilhante história de Leão dos Santos Lopes, cabo-verdiano de Santo Antão e "cavalheiro verdadeiramente estimado da colónia portuguesa de Pawtucket" que fez vida na América com significativo sucesso e morreu naquela localidade em 1962. Especialmente para os frequentadores do PRAIA DE BOTE (os falantes e os que aparecem mas nunca falam) seguem alguns excelentes aperitivos relacionados com a vida deste patrício que honrou os seus conterrâneos das ilhas e da diáspora americana e que, ao jeito "camone", também se assinava por "Leo Lopes". Assim, a pouco e pouco, paulatinamente, se vão juntando mais umas pedrinhas à História esquecida das ilhas.

Uma mercearia que não foi o seu único negócio
O casamento da filha

Eis o início...

A primeira vez que damos com Leão Lopes, em Junho de 1923, é através do anúncio da sua loja, a Mercearia Portuguesa na Hamilton St., 42, em Pawtucket. Ali se “[vendia] tudo quanto [havia] de bom e barato no género de latas de conserva, sardinhas portuguesas, carne, etc., etc.” Volta a surgir-nos no ano seguinte, quando a Direcção do Clube Republicano Português de Pawtucket agradece a uma lista de 44 sócios doadores os contributos para a continuação do levantamento do edifício da sua sede. Leão ofereceu 200 dólares, sendo dos 44 o quinto a dar maior quantia, apenas superada por outro com 500, dois com 650 e um com 1000 dólares. Ainda em 24, é membro da Comissão de Angariação de Fundos para o levantamento do Monumento aos Mortos da Grande Guerra de Lisboa, em Central Falls. Aparece por engano de letra inicial de “Leão”no DN de 7 de Setembro de 1939, confundido com Peão Lopes, escultor e cineasta de Moçambique. Mas fala-se dele em 1941, a propósito da conclusão pelo filho [do nosso assinante] Artur Leão Lopes do curso da Cook Grammar School no mês anterior. O jovem matricular-se-ia no Liceu no Setembro seguinte.

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