domingo, 30 de junho de 2013

[0491] HOMENAGEM EM ROTERDÃO AO CLARINETISTA DJOSINHA DE BERNARDA - Texto do nosso colaborador Luiz Silva


    «Oh Rei! Não dê o visto para a Pasargada àquele que não pôs as mãos na construção do Templo.»
    (Osvaldo Alcântara, heterónimo poético de Baltasar Lopes)

Luiz Silva
Djosinha de Bernarda, menino do Monte Sossego, ali nasceu a 9 de Maio de 1940. Naquele tempo o Monte Sossego estava separado da cidade por uma enorme chã, sem iluminação, com dois cemitérios  (inglês e americano) e um “esteirado” para cricket no meio da chã. Uma grande parte da história de São Vicente perdeu-se com a eliminação dos dois cemitérios, onde foram edificadas casas sobre os sepulcros  de  figuras importantes da construção económica e cultural da  cidade do Mindelo. O medo da noite e dos gongons também deixou as suas estórias no caminho de Monte Sossego,  lembradas nas coladeras do Manuel d’Novas e Frank Cavaquim.  Monte Sossego teve também excelentes atletas que marcaram o desporto Mindelense, mas também cantores e compositores de mornas que davam um colorido musical aos fins de semana. Uma das mais lindas mornas dedicada a uma menininha de Monte Sossego, interpretada por Bana, conheceu o mundo. Trata-se da morna "Lutchinha" da autoria de Albano de Wilson, actualmente a residir no Rio de Janeiro, morna essa dedicada à sua mulher. Havia muita dignidade no relacionamento das pessoas e uma certa nobreza herdada da convivência diária  com os ingleses no desporto e nas companhias de carvão, que também formaram grandes quadros técnicos em sectores de máquinas e outros ofícios. Este é o retrato de Monte Sossego daquele tempo, antes que alguns apostólos da nossa emigração descobrissem o «caminho marítimo» para Holanda, onde Djosinha de Bernarda viria a desempenhar um papel importante. 

Luís Morais no saxofone, João Morais na bateria e Djosinhano clarinete

Orfão aos seis anos de idade, a madrinha de Djosinha, Nha Bernarda, conhecida figura do Pelourinho de Verdura, acolheu o afilhado, a quem deu uma extremosa educação e tratou com muita amizade e carinho maternais. A função de compadre ou comadre era na época tomada com muita responsabilidade e, em caso de perda dos pais, eram os padrinhos que assumiam, com dignidade, a educação do afilhado. Djosinha passa assim do Monte Sossego para Ribeira Bote, onde fez a escola primária, aprendeu carpintaria e estudou música (bateria e clarinete) no Conservatório do Mindelo, com o professor José Alves Reis. Mas foi  o cinema que lhe transmitiu o gosto das viagens e aventuras pelo Mundo, fazendo-o sonhar com novos mundos e novas civilizações, onde o homem não seria julgado pela sua cor ou classe social, mas sim pelo seu talento. A morte dos cinemas de Mindelo (Eden Park e Miramar) foi uma ferida aberta no seu peito que nunca se cicatrizou.

Manuel de Novas, Djosinha e Luís Morais

Muito cedo começou a ganhar a vida como carpinteiro e nos fins de semana dedicava-se à música ao lado do grande músico Luis Morais, seu amigo-irmão de infância no Monte Sossego e, mais tarde, em casa de Nha Bernarda. Participava também nos grupos sociais e carnavalescos (como o Lombiano) e jogava futebol no Mindelense, seu club de coração, que sempre ajudou da diáspora, pagando  religosamente as suas quotas bem como fornecendo material desportivo.

Djosinha e a equipa de reservas do Mindelense (primeiro em baixo, à esquerda)

Quando um grupo de marinheiros do Porto Grande resolveu lançar um desafio político à potência colonial, através da emigração para Holanda, para se opôr ao caminho de São Tomé, a madrinha, Nha Bernarda, decidiu em 1962 financiar a sua viagem para a Holanda. Deixava atrás o ambiente festivo e turbulesco do Mindelo, com as suas festas e bailes de fim de semana, as célebres discusões de futebol e outras coisas da Praça Estrela. 

Com o Grupo Recreativo Lombiano (em cima, segundo, a contar da direita)

Depois de dois ou três anos na marinha mercante holandesa,  percorrendo o mundo  e em contacto diário com culturas e civilizações  diferentes que, dia a dia, muito enriqueceram a sua caboverdianidade, Djosinha interessou-se de novo pela música, estudando os novos compositores latino-americanos. Viajou pelo Brasil, onde frequentou vários cursos de formação profissional e instalou-se finalmente em Roterdão com um projecto de solidariedade no intuito de apoiar a emigração para a Holanda de amigos e familiares. É nesta persectiva que ele faz vir de Dakar Luís Morais e alguns dos seus companheiros sem, no entanto, ainda sonhar com a criação do conjunto “A Voz de Cabo Verde”.

Roterdão recebia diariamente emigrantes cabo-verdianos de todas as ilhas e de todas as comunicdades cabo-verdianas espalhadas pelo mundo. E é neste aspecto  que os emigrantes mindelenses na Holanda, com os seus hotéis e conhecimentos do mundo, do mar e dos portos e com as suas caixas de solidariedade (que  quotizavam para casos de doença ou ajudavam os recém chegados, sem distinção de ilha ou região),  tiveram um papel fundamental na criação das estruturas para servir a emigração nesse país, bem como na transformação social, económica e cultural de Cabo Verde. Em nenhuma ilha, em nenhum vale ou ribeira de todas as ilhas, de Santo Antão à Brava, é possivel ignorar-se a presença da emigração cabo-verdiana para a Holanda.

A ida para a Holanda, a partir dos princípios dos anos sessenta, de grandes músicos e desportistas fez também ali aparecer grupos musicais e equipas desportivas. Djosinha de Bernarda estava em tudo, como antigo jogador de futebol do Club Sportivo Mindelense e como músico reconhecido na praça. O primeiro disco long-play de música cabo-verdiana teve como título “Os Cabo-Verdianos na Holanda” e foi editado pela Casa Silva, que mais tarde se transformou em Morabeza Records. Djosonha também participou na formação do Conjunto A Voz de Cabo Verde, tanto a nível musical como financeiro, mas as responsabilidades familiares impediram-no de prosseguir uma carreira musical profissional.

Além disso, contribuiu para a formação do movimento associativo em Roterdão com destaque para as actividades culturais, onde esteve sempre activo e de forma benévola. E quando ia de férias a Cabo Verde era o grande animador das noites cabo-verdianas no bar Calypso, pertencente a Ofélia Ramos, e um dinâmico impulsionador do futebol no Club Sportivo Mindelense. Dizia-me sentir-se frustrado por não ter participado no disco “Mindelense! Mindelense!”, editado em  Paris pelos desportistas mindelenses em França. O mesmo disse um outro grande Mindelense, Bana.

Após a Independência, quis fixar-se com a família em Cabo Verde. Mas o regresso prepara-se a longo prazo e em consertação com a família. Por outro lado, a Nação tem de ter uma política de reintegração dos seus emigrantes o que ainda hoje está por fazer. Não poderia assegurar a educação dos filhos e a experiência de uma vivência num país democrático como a Holanda entrava em choque com o sistema de partido único. Para além disso, existia e existe ainda uma corrente de opinião anti-emigrante na pequena burguesia e, em especial, no seio dos funcionários públicos que afasta o emigrante da sua terra.

Via com uma certa frustração o declínio da cidade do Porto Grande ao nível económico e cultural devido  ao egoísmo e ao silêncio comprometido dos nossos políticos e intelectuais, que só se preocupam com o seu bem estar, ignorando totalmente as aspirações do povo que tanto apostou nas lutas pela Independência e democracia. E, por isso, cedo aderiu à UCID e ao movimento para a Regionalização, na esperança de trazer um novo renascimento económico e cultural para  Cabo Verde e, em especial, para Mindelo e o seu Porto Grande.

É que os emigrantes, na sua maioria originários do mundo rural, consideram indispensável uma política coerente de investimentos que possibilite ao sector primário uma progressiva adaptação aos condicionalismos impostos pelo crescimento industrial. Em que medida se deve considerar válido o contributo dos emigrantes, vindos do meio rural, no desenvolvimento regional para a integração dos rurais (emigrantes) nas respectivas? Quais os meios a serem utilizados e como os utilizar? Ao proporem o desenvolvimento harmónico de Cabo Verde como objectivo a ter em vista nas áreas deprimidas ou ignoradas do país, os emigrantes  associam-se imediatamente à ideia de Regionalização.  Pôr termo, através  de uma nova política económica e cultural  para o sector primário, ao despovoamento de certas zonas rurais, principalmente das ilhas agrícolas de onde partem os emigrantes (Santiago, Santo Antão, São Nicolau  e Fogo), vítimas do centralismo do Estado, constitui um dos  fundamentos da nossa luta para uma Regionalização humana e solidária.

Outra questão inquietante: como continuar Cabo Verde na emigração se não existe um projecto cultural para as diásporas cabo-verdianas dispersas pelo mundo? Será que não corremos o perigo de sermos assimilados e desparecer como Nação no mundo? Isto tem sido uma exigência em reuniôes e congressos dos emigrantes, mas infelizmente este sonho maior do emigrante continua por se realizar. Como diz Paulino Vieira, a tocatina não nos leva a nenhum lugar e por isso precisamos de uma política cultural para a emigração, graças ao ensino as línguas dos países da nossa emigração nos liceus e escolas técnicas, de centros culturais dos países de emigração nas várias ilhas de onde partem os emigrantes. Mas também necessitamos de centros culturais cabo-verdianos na diáspora, dirigidos por pessoas nomeadas por mérito e de formação de quadros para o movimento associativo que ultrapasse os limites da nossa solidariedade humana, imbuída  de novas práticas de associativismo baseadas na cultura e no desenvolvimento econónico de Cabo Verde.

Mas embora militante  da  UCID na clandestinidade, Djosinha regressava à terra de dois em dois anos com o seu clarinete para animar as noites cabo-verdianas, as festas de amigos e até os enterros, sempre de forma benévola, mas também para abraçar os velhos amigos da Praça Estrela e do Mindelense.

Há mais de dez anos foi vítima de um primeiro ataque cardíaco e o médico recomendara-lhe que o consultasse anualmente. Recuperado, retomou a sua participação nas noites culturais e esteve sempre presente nos enterros na Holanda e mesmo em França. Sentiu profundamente a morte de Luis Morais. A mulher e os amigos nunca o informaram da morte de Manuel d’Novas, seu amigo e companheiro no Lombiano e nas noites cabo-verdianas na diáspora e em Cabo Verde.

Nos últimos tempos levava uma vida muito sã na companhia da mulher, Maria Alina, e dos filhos.  À noite frequentava a Casa Racionlista Cristã, presidida por Vitorino Chantre, figura importante da diáspora mindelense em Roterdão que, para além de professor de várias gerações da diáspora cabo-verdiana nessa cidade, tem sabido prodigar conselhos valerosos aos nossos emigrantes.

Em tempos, muito longe de imaginar a sua morte, um grupo de amigos criou uma comissão para lhe prestar uma justa homenagem em Roterdão e Paris. Mas veio a ser supreendido por um novo ataque cardíaco que revelou que a sua saúde estava bastante debilitada e que se houvesse mais uma outra crise cardíaca não escaparia da lei da morte. E foi o que aconteceu no dia  28 de Outubro de 2012, numa tarde de sol outonal em sua casa em Roterdão.

Organizadores da homenagem a Djosinha em Roterdão

Homem de duas pátrias, Cabo Verde e Holanda e como  racionalista cristão, nunca se preocupou com o lugar onde devia ser depositado o seu corpo após a morte. Para muitos amigos ele merecia um enterro nacional, não só como figura da cultura cabo-verdiana,  mas também como militante da emigração para a Holanda, tendo marcado a história de Cabo Verde em todas as suas lutas. Assim, foi uma decisão da família realizar o seu enterro em Roterdão, onde viveu quase cinquenta anos, deixando o seu nome marcado na história da comunidade cabo-verdiana de Roterdão.

Após o enterro, um grupo  constituído por Pedro Soares, Gilberto Andrade, Constantino Delgado, Sérgio Barros,  Gregório (Tchogoy), Marciano Teixeira (Dindim), João Morais, Calu de Monte Sossego, Zenaida Soares e Rolanda Correia constituiu  uma comissão organizadora  para se homenagear o amigo e o homem de cultura Djosinha de Bernarda, homenagem essa que teve lugar nos dias 9 de Maio (dia do seu aniversário) e 11 de Maio de 2013 em Roterdão. No acto muito concorrido, estiveram presentes amigos vindos de Portugal, Estados Unidos, França, Suécia e de outros países da Europa.  Nessa ocasião, na qualidade de amigo e compadre apresentei a sua biografia e Vitorino Chantre, representante do Centro Redentor do Brasil na Europa e amigo pessoal de Djosinha e familia, dissertou sobre o tema da amizade. Testemunharam também Orlando Medina e Baltasar Barros, vindos dos Estados Unidos, Quintino, vindo de Portugal, Xala Almeida, exímio do cavaquim e das noites cabo-verdianas, vindo da Suécia, e amigos residentes em Roterdão, como Pedro Soares (Piduca), Maguy Figueira, entre outros. A parte musical foi muito participativa  com destaque para os cantores Nhô Balta, Jacqueline Fortes,  Xala, Luís Fortes,  Silvestre da Cruz, São Matos, Nelo do Fogo, Arlinda e Dudu, acompanhados por Xala, Zézinho, Quiqui (prodígio  do violino e da trompete), António Violão e João Morais.

Uma frase de grande profundidade marcou os presentes: cada um deve viver de forma a merecer um grande enterro,  seguido de uma   justa homenagem. É que a morte de um emigrante  interroga-nos profundamente sobre a nossa condição  exilar: morrer fora da terra em busca de Cabo Verde, como dizia Baltasar Lopes, ou seja daquele Cabo Verde que sonhamos construir com catchupa para todos, dignidade para todos acima de tudo e solidariedade fraternal entre os cabo-verdianos. E a morte de alguém é sempre  uma oportunidade para  pensararmos na nossa caminhada e sentir a frustração de vir a morrer longe da nossa terra com o espelho de Cabo Verde à frente.

De entre os presentes nesta homenagem a Djosinha, muitos faziam parte do contingente que há mais de cinquenta anos, partiu foragido do Porto Grande ou em barcos portugueses, como o Quanza, atravessando os Pirenéus sob a vigilância da polícia portuguesa (PIDE), com a missão de libertar Cabo Verde das “as secas”, do caminho de São Tomé e da colonização portu-guesa. Comemora-se tudo em Cabo Verde e ainda não houve ninguém que se tenha lembrado deste cinquentenário ou de condecorar os fundadores da comunidade cabo-verdiana de Roter-dão, que tudo fizeram  para que essa emigração assumisse o seu dever histórico para com Cabo Verde e fosse admirada e respeitada na Holanda e no Mundo.

Djosinha foi mais um combatente da Pátria no meio do mar, no verdadeiro sentido do termo, aquele que tudo lhe deu e nada dela esperou. Regionalista  convicto, avesso a todas as mani-festações bairristas, ali estavam patrícios de todas as ilhas a tesmtemunharem o seu respeito e a amizade por ele.  

A família agradeceu a organização e os presentes pelo sucesso da iniciativa. A organização promete anualmente realizar uma homenagem com actividades desportivas e culturais num espaço maior, onde se possa acolher a maioria dos amigos do Djosinha de Bernarda.

Luiz Silva
Roterdão e Paris, Junho de 2013

sábado, 29 de junho de 2013

[0490] Na Praia de Bote, seca-se o peixe em cima de... um bote...

Bela foto do nosso amigo e colega bloguista Manuel Brito-Semedo, ao qual se agradece a especialíssima dádiva.
Aos pés de Diogo Afonso e do Monte Cara, seca-se o peixe pescado pelos pescadores e botes da Praia de Bote. O bote é o "António", como se divisa na amurada.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

[0489] Sábado de manhã, na RDP África... (ver posts anteriores)

Algures durante a manhã de sábado, Joaquim Saial fará uma intervenção (gravada) na RDP África sobre a palestra a ter lugar na parte da tarde na Associação dos Antigos Alunos do Ensino Secundário de Cabo Verde, em Lisboa, "Contributos para a história da diápora cabo-verdiana na América: homens e navios". Ali se falará de escunas e seus capitães, de contrabando de álcool por barcos cabo-verdianos durante a lei seca, de naufrágios, de apanha de morangos e mirtilos, de valorosos jogadores de boxe originários das ilhas e até da chegada de 70 automóveis ao arquipélago (...em 1929) transportados desde os States na barca "Coriolanus"... também com oito deportados a bordo...

Ao fim e ao cabo, uma breve viagem por um pedaço da história de Cabo Verde, muitas vezes trágica mas outras tantas bem divertida. 

Para ouvir no sábado, clicar AQUI

 

domingo, 23 de junho de 2013

[0488] É já no próximo sábado (ver post anterior)

Conversa entre amigos sobre aspectos diversos da diáspora cabo-verdiana nos EUA - Palestra por Joaquim Saial na AAAESCV (Lisboa), sábado, 29 de Junho. Trata-se de uma viagem pela América cabo-verdiana, de pescadores de baleias, capitães de escunas, apanhadores de morangos e mirtilos e por muitos outros meandros da vida das gentes das ilhas que se tornaram "mercóne", umas vezes acabando os seus dias em desgraça e morte e noutras em riqueza e prestígio. Como, aliás, acontece com todas as diásporas - ou seja, em geral com romantismo, embora não necessariamente sempre agradável...





quarta-feira, 19 de junho de 2013

[0486] O nosso colaborador Luiz Silva em entrevista acerca de exposição sobre Nelson Mandela em Paris

Pode ouvir a entrevista AQUI (clique depois no sinal - triângulo vermelho - existente no site para ouvir a entrevista).

domingo, 16 de junho de 2013

[0485] Homenagem almadense a Jorge Barbosa (ver posts desde o 481)

A homenagem a Jorge Barbosa concluiu-se através de um recital de poesia de sua autoria. Teve como intervenientes Charlie Mourão, Filomena Lubrano, Luís Lobo, Manuel Estêvão (encenador do recital), Marlene Nobre e Regina Coreia. A selecção de textos coube a José Luís Hopffer Almada e houve de novo a participação de Armando Tito, José António e Zenaida Chantre.

Aspecto do público durante o intervalo - Foto Joaquim Saial

Em primeiro plano, familiares de Jorge Barbosa - Foto Joaquim Saial

Aspecto do recital - Foto Joaquim Saial

À esquerda, o músico Silvestre Fonseca; a seguir, José Manuel Maia, presidente da Assembleia Municipal de Almada - Foto Fernando Fitas

Foto Fernando Fitas

Foto Joaquim Saial


[0484] Homenagem almadense a Jorge Barbosa (ver posts desde o 481)

A terceira parte da homenagem a Jorge Barbosa desenrolou-se no auditório Fernando Lopes-Graça do Fórum Municipal Romeu Correia. Tratou-se de um conjunto de palestras coordenadas pelo Dr. José Luís Hopffer Almada, a cargo dos doutores Alberto Carvalho, Joaquim Saial  e Hilarino da Luz. Ali se passou em revista um largo conjunto de dados e interpretações sobre a vida e obra do poeta com um público atento que nalguns momentos atingiu derca de uma centena de presenças. As difíceis condições de iluminação (aliás boas para os membros da mesa) prejudicaram a acção dos fotógrafos em presença.

Drs. Hilarino da Luz, José Luís Hopffer Almada, Alberto Carvalho e Joaquim Saial - Foto Dina Dourado

José Luís Hopffer Almada, fazendo a apresentação dos palestrantes - Foto Dina Dourado

Foto Dina Dourado

Fotro Dina Dourado

Foto Dina Dourado

Foto Dina Dourado




[0483] Homenagem almadense a Jorge Barbosa (ver posts desde o 481)

Rever posts 481 e 482, onde já também estão algumas das fotos feitas por Fernando Fitas.

[0482] Homenagem almadense a Jorge Barbosa (ver posts desde o 481)

Após o descerramento da placa (gentilmente custeada e colocada pela Câmara Municipal de Almada) no prédio onde Jorge Barbosa faleceu, a comitiva seguiu para o Fórum Municipal Romeu Correia, onde se desenrolaram as três actividades restantes. A primeira teve lugar no átrio do fórum e constou de visita guida por Eugénio Sena (da Fundação Eugénio Tavares) à exposição sobre a morna, realizada no âmbito dos trabalhos tendentes à sua elevação a Património Imaterial da Humanidade. A organização da exposição foi da responsabilidade da Fundação Eugénio Tavares e da Embaixada de Cabo Verde. Dela constam painéis com a história da morna e materiais diversos colocados em vitrinas, como discos, livros sobre música e músicos cabo-verdianos, partituras, um violino e até o vestido usado por Titina do espectáculo do cinquentenário da sua carreira no Tivoli, Lisboa, em 29 de Novembro de 2011. Ao mesmo tempo decorria uma pequena mas significativa exposição de quadros do pintor santantonese David Levy Lima. Obviamente, não faltou a morna ao vivo, com a participação dos cantores Zenaida Chantre e Mário Rui. Entre os músicos, o tocador de violão Armando Tito, morador ana Cova da Piedade. Luís Lobo e Carlota de Barros recitaram poemas alusivos ao tema.

David Levy Lima com amiga, junto a um dos seus quadros - Foto Joaquim Saial
Dr. Eugénio Sena (Fundação Eugénio Tavares), a senhora embaixadora de Cabo Verde, Dr.ª Madalena Neves, e o poeta Fernando Fitas (membro da comissão organizadora da homenagem) - Foto Joaquim Saial
Dr. Moacyr Rodrigues (segundo a contar da esq.), membro da candiatura da morna a Património Imaterial da Humanidade) - Foto Joaquim Saial
A senhora embaixadora de Cabo Verde, no uso da palavra - Foto Joaquim Saial

Cantora Celina Pereira e músico Marino Silva - Foto Joaquim Saial
Livro de hora da candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade - Foto Joaquim Saial

Aspecto do público - Foto Joaquim Saial
Outro aspecto do público - Foto Joaquim Saial
Luís Lobo e Carlota de Barros, declamando poemas. Ao violão, Armando Tito - Foto Joaquim Saial
Zenaida Chantre, interpretando uma morna. Atrás, o cantor Mário Rui  - Foto Joaquim Saial
Actuação do cantor Mário Rui - Foto Joaquim Saial
Mais um aspecto do público - Foto Joaquim Saial

[0481] Ontem, na Cova da Piedade e Almada, realizou-se a esperada homenagem ao poeta Jorge Barbosa - 1

A homenagem a Jorge Barbosa teve início pelas 15h00 de ontem, na Cova da Piedade (Almada), junto ao prédio em que o poeta das ilhas faleceu (Rua Mário Sacramento,  66). Estavam presentes a Senhora Embaixadora de Cabo Verde, Dr.ª Madalena Neves, o Dr. Domingos Rasteiro, Director Municipal de Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Almada, o Dr. Armando Correia, responsável pelos Serviços Culturais do município, Joaquim Saial e Fernando Fitas, membros da comissão organizadora do evento, e muitos cabo-verdianos (entre os quais vários sócios da Associação dos Antigos Alunos do Ensino Secundário de Cabo Verde em Lisboa e da Associação Caboverdeana da mesma cidade) e portugueses admiradores da obra do autor de Caderno de um Ilhéu.

Em posts sucessivos, será dada continuidade à reportagem. A cada um destes posts irão sendo acrescentadas fotografias feitas por outras pessoas presentes, à medida que chegarem ao PRAIA DE BOTE. Por isso, sugerimos aos nossos visitantes que vão dando novas vistas de olhos por todos os posts que a partir de agora forem sendo colocados no PB.

Poeta e jornalista Fernando Fitas e Dr. Domingos Rasteiro (Câmara Municipal de Almada) - Foto Joaquim Saial

Eng. Rui Machado (esq.) e o Dr. Alberto Carvalho e esposa - Foto Joaquim Saial

Dr. Guilhere Chantre - Foto Joaquim Saial

Fernando Fitas, Dr. Armando Correia (Câmara Municipal de Almada) e António Policarpo - Foto Joaquim Saial

Doutores Nominanda Fonseca, José Luís Hopffer Almada e Guilherme Chantre - Foto Joaquim Saial

Descerramento da placa - Foto Fernando Fitas

Foto Fernando Fitas

Foto Fernando Fitas

Foto Fernando Fitas
A Sr.ª Embaixadora de Cabo Verde, no uso da palavra, junto à placa já descerrada - Foto Joaquim Saial