quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

[1901] Adriano Duarte Silva, em luta pelo Liceu de São Vicente, em Lisboa (ver post anterior)

As duas fotos, de 9 de Julho de 1938, existem na Torre do Tombo e têm a seguinte legenda: GRUPO DE CABO-VERDIANOS RESIDENTES EM LISBOA, QUE FORAM ESPERAR O DR. ADRIANO DUARTE SILVA (REITOR DO LICEU INFANTE DOM HENRIQUE, DE CABO VERDE).



Todos nós, ex-alunos do Gil Eanes, sabemos da malfeitoria que o Governo de Lisboa pretendia fazer, acabando com o velho Liceu Infante D. Henrique, criado pelo senador Augusto Vera Cruz. E sabemos também como os mindelenses se bateram bravamente contra isso.

Olhem agora este decreto de dia 28 do mesmo mês... Em apenas 19 dias, Adriano Duarte Silva arrumou o assunto, para sempre, Enfim, era o tempo em que no Mindelo ainda havia "forças vivas". Hoje, parece que só as há "mortas"... Agora digam lá se o ilustre professor e deputado pelas ilhas mereceu a patifaria de lhe derrubarem o busto na pracinha do Liceu. Felizmente, a afronta foi em boa hora desagravada. Não havia outro remédio... Por outro lado, prova provada de que quando o pé era bem batido, o homem de São Bento acabava por alinhar...



10 comentários:

  1. Pois é !
    Se desvendasse tudo de uma assentada cortava o seguimento do que podia ser uma simples brincadeira mas que foi (é) coisa muito séria como se pode ver pelo Diàrio do Governo, assinado pelo Antonio.. imself, dando o dito por não dito.
    Na segunda fotografia, mais larga, jà se pode ver outras figuras gradas daquele tempo. Não me lembro os nomes de todas as pessoas mas agora se pode falar dos Drs. Guilherme Chantre, Roque Gonçalves e Jùlio Monteiro.
    Mais ainda: a senhora de chapéu e vestido de cores é a esposa do sr. Raul Ribeiro (um dos irmãos do Dr. Adriano) que tem ao lado o seu filho Dudu que (como a irmã Milena) reside em Lisboa.

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  2. Antes em S.Vicente tinhamos um nùcleo com poucos conhecidos por "Forças Vivas" muito ouvidas e, até certo ponto, temidas. Agora temos muitos que não constituem nùcleo nenhum e são conhecidos por "Vivos à Força". Veem, ouvem e nada fazem. Alguns são uns "Penduras".

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  3. Volto outra vez:
    Na foto està um sanvicentino de adopção - D. João de Carvalho Daun e Lorena que, durante muitos anos foi Professor do Liceu.
    Chegou, bebeu a àgua de Madeiral (talvez de Vascônia...) e ali viveu muitos anos. Levou uma filha que ali se casou com um metropolitano e fizeram muitos mindelenses, meninos de boa cepa. Um deles, meu condiscipulo, foi o pai da antropôloga Carmo que apercebemos sempre "esgrovetando" coisas fantàsticas da sua terra S.Vicente.
    Um braça para ela e ôte pa bucis tude

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  4. Cai mesmo a propósito este Post no Praia de Bote. Este homem vilipendiado amaldiçoada em 1974, foi na realidade um grande e ilustre cabo-verdiano (decendente de uma 'grande' família de S Antão, (mais uma vez), que deu a Cabo Verde o 1º cientista caboverdiano do século XIX, que se notabilizou em Paris, Roberto Duarte Silva), que lutuo pelas causa de Cabo Verde. Graças a ele tivemos o Liceu e o Cais Acostável ( este embora tardiamente).

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    1. Esqueceste, José. O notabilissimo sàbio quimico foi o tio-avô do Dr. Adriano.

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  5. Afinal nem todos os adágios resistem...Desta feita, o milagre deve-se a "um santo da casa"!
    Ainda hoje está por explicar porque motivo foi derrubado o busto e a quem e a quê, o desagravo posterior...
    Braça curioso
    Zito

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  6. São, sem dúvida, registos com grande interesse e valor historiográfico.
    Obrigada ao Joaquim por divulgá-los aqui e pela, sempre articulada, apresentação dos factos históricos.
    E obrigada ao Valdemar pelos amáveis comentários...
    Quanto ao Dr. Adriano, está tudo dito.

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    1. A piada está precisamente aí, cara amiga. Colocar imagem mas depois dar-lhe o melhor enquadramento histórico possível. Nem sempre se consegue, mas faz-se o possível.
      Quanto ao Valdemar, é o "sabe-tudo", sem dúvida.

      Braça,
      Djack

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  7. Venho atrasado porque estive ocupado a escrever um artigo para o jornal Cabo Verde Directo. Já está.
    Val, não consigo vislumbrar o Guilherme Chantre e o Roque Gonçalves na foto. Serão os dois da ponta direita? Mas a legenda diz que são cabo-verdianos a viver em Lisboa. Seria o caso desses dois?
    Mas o que é relevante e inesquecível é o quanto batalhou o nosso deputado para salvar o liceu. Isto é que é a questão central, e daí as pessoas presentes a transmitir-lhe o sentido do seu apreço e gratidão.
    Mas fico a conhecer outras pessoas que o Val identificou, entre eles o bisavô da nossa amiga Carmo. O Val tem de escrever um livro para transmitir para a posteridade todo o seu acervo de conhecimentos. Se não, um dia ninguém saberá nada de nada

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    1. Venho mais atrazado ainda para responder ao Adriano sobre o posicionamento dos dois ilutres: Dr. Chantre é sétimo (da esq. p/ a dir) de fato claro e o Dr. Gonçalves é o penùltimo.
      Braça

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