sábado, 8 de julho de 2017

[3056] Ah ah ah ah ah! É preciso ser ignorante!... Sim, em Cabo Verde é só zagaias e flechas por todo o lado, fora elefantes e rinocerontes, cubatas e imbondeiros...


Estamos algures nos anos 10 do século XX e há um marmanjo (cujo nome conhecemos) que dá esta linda resposta a jornalista de um periódico lisboeta. Claro que levou dias depois valorosa reprimenda de um cabo-verdiano daqueles que comentavam sem medo o que lhes cheirava a pupu... (longo comentário que temos e de autoria também nossa conhecida). Hoje, embora com uma ou outra excepção, já não há comentadores com esta categoria. Veja-se o post em que há dias divulgámos a partitura de uma morna esquecida, documento raro, até porque ensina como ela podia ser dançada e verifique-se quantos comentários ele teve. Não estamos a falar de visitantes, obviamente, no caso, centenas... Mas olhem, olhem, fujam, vem um leão a descer a Rua de Lisboa... Ah! Desculpem, é só um adepto do Mindelense...

Ver AQUI

Assim, guardamos a sabedoria para nós, bem guardadinha, que nos fará falta tê-la, noutra ocasião mais "rentável"... E deixemos de novo aqui a Cize (em cartaz que em tempos realizámos), a maior embaixadora de sempre, da morna e das ilhas verdianas.

5 comentários:

  1. Hà uns trinta anos encontrei um tipo destes a quem perguntei se sabia onde ficava Cabo Verde. A resposta foi: - Acho que fica entre o Senegal e a Mauritânia.
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  2. Não admira, Djack. Em tempos idos (e não muito idos assim), a pouca escolaridade e a ignorância se davam as mãos na metrópole, sobretudo no interior do país. A instrução e o conhecimento do mundo eram escassos. A minha tia, que veio para Portugal em 1942, casada com um oficial, contou-me que lhe perguntavam se não tinha medo dos leões e outra bicharada perigosa.

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    1. Só que o artolas era um conceituado - ou pelo menos um bem frequentado - professor de dança de Lisboa com estaminé no Chiado. Não era um sujeito residente nas brenhas. Se ele dizia esta barbaridade, imagina só o zé do povo... Isto, em 1917...

      Braça com imensa estupidez,
      Djack

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    2. Jà frisei aqui um facto sucedido entre um menino (o "impedido") amigo de um soldado, logo à chegada em S.Vicente da Infantaria 7.
      Talvez num momento de saudade, o militar isolou-se num profundo choro. O garoto, comovido, perguntou o que se passava e teve como resposta: - Jã não vou ver minha mãzinhs; um desses dias vou ser comido por um leão. Suponho que, com aquele ar desontraido das crianças puras, o puto acalmou o seu amigo:
      - Adé !!! Bitche màs mau li na Soncente ê sampê.

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  3. Destaquei no texto a referência à "morna" que é oriunda dos selvagens de Cabo Verde. Se o autor conhecesse as afinidades desta género musical com o fado...
    Mas perdoa-se a ignorância...

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