sexta-feira, 14 de julho de 2017

[3063] Postal raro, do Terreiro de Ribeira Grande de Santo Antão

É postal raro, de facto, pois nas nossas persistentes e já antigas pesquisas de postais ilustrados relativos a Cabo Verde é a primeira vez que damos com ele. E o sítio é nosso conhecido, o Terreiro de Ribeira Grande de Santo Antão (ver AQUI), que também fotografámos, embora não nesta perspectiva. O artista do postalinho deixa-nos ver os degraus do adro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário mas não a dita. Para compensar, aqui fica uma foto nossa da mesma, do ano de 1999.

Quanto à legenda, surge um estranho "gans" que certamente é "dans", mas o nosso vice-cônsul em Tours dirá de sua justiça falante gaulesa. E a que neste postal do princípio do século XX ainda é "villa" claro que que já é cidade há uns anitos...



2 comentários:

  1. Qual quê ? PdB não precisa dessa ajuda. Acertou. Quiseram escrever "dans".
    Povoação, onde nasceu a minha bisavó paterna. Além do químico Duarte Silva, nasceu ali também o poeta Januário Leite, e isso é importante dizer.
    Viva o "esgrovetador" !

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  2. Eu, Adriano, divido-me entre o Mindelo e o "Terreiro", que é como mais se chamava a vila da Ribeira Grande quando a visitei pela primeira vez aos seis anos. Ribeira Grande, ou Terreiro, é terra da minha avó materna e também de antepassados do lado paterno, que viviam ali perto (Ribeira da Torre e vale da Ribeira Grande), mas que tinham esta igreja como um ponto comum. Foi nela que se casaram os meus bisavós paternos. Entrei nesta igreja pela primeira vez aos seis anos (férias com a avó materna), pois ela era a única pessoa religiosa que havia na minha família. Foi por alturas do culto Mariano, em Maio. À noite, ela ia lá para as sessões nocturnas de novena (creio que era isso que se dizia). Como eu não podia ficar sozinho em casa, tinha de ir também. Só que lá para o fim das sessões, eu adormecia e quando dava por mim já ia a minha avó de volta a casa, na companhia de uma sua vizinha e velha amiga, que se chamava Maria do Livramento, mas que ela tratava simplesmente por Momonte. E elas revezavam-se levando ao colo o dorminhoco do Adriano. Ah, o padre era já muito velhote e chamava-se Figueiredo. Ainda me lembro da sua figura física: baixo e magro, de tez morena. Era amigo da minha avó e às vezes passava pela nossa casa para cumprimentos.
    Por estas e outras recordações é que ficamos para sempre ligados aos lugares. E às pessoas.

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