sábado, 18 de novembro de 2017

[3241] "Claridade", a mítica revista de Artes e Letras nascida em São Vicente de Cabo Verde em Março de 1936, agora em capas e índices no Pd'B: n.º 9 (ver oito posts anteriores)

Com este post, Praia de Bote conclui a divulgação das nove capas e índices da revista "Claridade" (Mindelo, São Vicente de Cabo Verde - 1936-1960). Fica assim aberto ao público o presente acervo, facilitador para quem estuda estes assuntos e que, ao que supomos, não existe noutro local da internet. 

N.º 9, Dezembro.1960
Propriedade do Grupo "Claridade"; Director: João Lopes; Editor: Joaquim Tolentino (com a habilitação legal) - Administração em S. Vicente de Cabo Verde; Composto e Impresso na Sociedade de Tipografia e Publicidade, Lda. - S. Vicente, Rua Brites de Almeida, n.º 12 [sem indicação de preço, agora com 84 páginas, o maior número de sempre]

Textos e colaborações:

- Capa: Carregadeiras, linóleo, de Abílio Duarte [Neste derradeiro número de "Claridade", pela primeira vez surgem ilustrações: esta e uma outra, de Rogério Leitão, na página 70]
- Páginas 2 a 5: História do Tempo Antigo, de António Aurélio Gonçalves
- Páginas 5 a 10: Beira do Cais, de Virgínio Melo [trata-se de  Teobaldo Virgínio, que editará este conto em livro do mesmo nome, juntamente com "Ondê Menina, Ondê Vaidade" e "Colóquios de Aldeia" num livrinho da Colecção Imbondeiro, Publicações Imbondeiro, Sá da Bandeira, Angola, em Março de 1963. Curiosamente, é o último livro que entrou na nossa biblioteca cabo-verdiana, há três dias, apenas]
- Páginas 10 a 12: Titina, de Virgílio Pires
- Páginas 12 a 15: Noite, de Viirgílio Pires
- Páginas 15 a 23: Cantigas de Ana Procópio, de Félix Monteiro 
- Página 24: Girasol [poema], de Corsino Fortes
- Página 25: Vendeta [poema], de Corsino Fortes
- Página 26: Pecado Original [poema], de Corsino Fortes
- Página 27: Meio-Dia [poema], de Corsino Fortes
- Página 28: Paixão [poema], de Corsino Fortes
- Páginas 29 e 30: Noite de S. Silvestre [poema], de Corsino Fortes
- Páginas 31 a 33: Roteiro da Rua de Lisboa. Poema n.º 4. Nocturno, de Jorge Barbosa
- Página 34: In Memoriam de Belarmino de Nhô Talef [poema], de Ovídio Martins
- Página 35: Desesperança [poema], de Ovídio Martins
- Páginas 36 e 37: Historieta [poema], de Francisco Mascarenhas
- Páginas 37 e 38: Desencontro [poema], de Virgínio Melo [Teobaldo Virgínio, como vimos]
- Páginas 38 e 39: Vinte e Quatro Horas [poema], de Virgínio Melo
- Página 39: Roteiro [poema], de Virgínio Melo
- Página 40: Agora e Eu [poema], de Virgínio Melo
- Página 41: Testamento Para o Dia Claro [poema], de Arnaldo França
- Página 42: Soneto [poema], de Arnaldo França
- Páginas 43 a 50: A Família de Aniceto Brasão, de Henrique Teixeira de Sousa
- Páginas 51 a 57: O Resgate, de Francisco Lopes
- Páginas 58 a 60: Pedacinho, de Baltasar Lopes
- Páginas 60 a 63: Egídio e Job, de Baltasar Lopes
- Páginas 64 a 69: A Originalidade Humana de Cabo Verde, de Pedro de Sousa Lobo
- Página 70: Linóleo de Rogério Leitão [mulher a pilar o milho]
- Páginas 71 e 72: Cutchidêra lá di Fora [poema em crioulo], de Jorge Pedro
- Páginas 72 a 74: Nha Tabaquêro [poema em crioulo], de Jorge Pedro
- Páginas 75 e 76: Texto português dos dois poemas de Jorge Pedro
- Página 77: Fonte de nha Sodade [poema em crioulo], de Sérgio Frusoni
- Páginas 77 e 78: Tempo Feliz [poema em crioulo], de Sérgio Frusoni
- Páginas 79 e 80: Texto português dos dois poemas de Sérgio Frusoni
- Páginas 81e 82: Texto anónimo de antecipação sobre este colóquio inserido no programa do V Centenário do Descobrimento de Cabo Verde
- Página 83: Registo. Tal como fizemos para o número anterior de "Claridade", divulgamos este texto anónimo na íntegra:

A actividade literária cabo-verdiana "soluçou" (como se diz saborosamente na linguagem da gente marítima das Ilhas) com a publicação de alguns livros. Ultimamente, a antologia de ficção, o romance de Manuel Lopes Os Flagelados do Vento Leste e o volume de poemas de Nuno Miranda Cais de Ver Partir. Ao que parece, a coisa está agora com cariz de dar obra viável. Diga-se de passagem: nem todos podem compreender os heroísmos que se escondem debaixo de cada página que publicamos. Se já na própria Metrópole isto é assim, que admira que nestas ilhas esparsas, e esparsas não espiritualmente mas pelas suas delongas de comunicação e pelas suas indigências de fontes e estimulações de cultura viva, sejamos tão pouco férteis. Saudems nos dois livros indicados acima mais uma prova da nossa vitalidade, da nossa resistência moral. Devemos ser gente feita de "casco americano".
Cada um à sua maneira lá vai dando a sua contribuição. A de Manuel Lopes e de Nuno Miranda é de grande valia.

- Página 84: Túnica [poema],de Osvaldo Alcântara [Baltasar Lops]

NOTAS do Pd'B: 
Tal como no número anterior no término da capa, a indicação (não periódica) desapareceu [nos n.ºs 1 e 2 também não existia].
Também como no número 7, neste, a frase VISADO PELA CENSURA em letras minúsculas [quando dizemos minúsculas queremos dizer muito pequenas, quase ilegíveis], ao contrário do que era habitual.


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