sábado, 10 de fevereiro de 2018

[3524] Resultados do 3.º concurso da 2.ª série de Pd'B, comemorativo do 7.º aniversário do blogue

Resultados:
   Adriano - Acertou: 1, 2 e 6
   Carmo - Acertou: 2 e 7
   Ondina - Não acertou


Assim, o Adriano venceu o concurso mas sem direito a ramo de acácia, por não ter acertado em pelo menos quatro respostas (que, aliás, seria meio ramo).

O júri julga que não cometeu nenhum deslize, mas se o fez, que seja disso avisado, para o emendar.

EIS AS RESPOSTAS CERTAS

Resposta 1: Ilha de São Vicente, Ribeira de Julião
Ora aqui estava uma das duas questões a que eu não seria capaz de responder. Isto parece-se com algumas zonas de Santo Antão, de Santiago, até da Brava... O Adriano acertou à primeira.

Resposta 2: Ilha Brava, Nova Sintra
Carmo e Adriano, acertaram à primeira. Também esta, eu não acertaria.


Resposta 3: Ilha de São Vicente, Ferro e Cia., empresa de distribuição de água
Esta era de caras, facílima. Para começar, claro que se topava logo quem era o miúdo. E sabendo-se quem era o miúdo, chegava-se logo à casa em que ele está a apagar as velas do bolo ou seja, à sala da festa de aniversário, algures na antiga Capitania dos Portos / Torre de Belém. Já agora, para os rigorosos, era a segunda a contar do "plurim d'pêxe". Ora aí, o raciocínio tinha de ser orientado assim: se se fala "do outro lado da rua", é porque tem de haver rua. Para o lado do "plurim d'pêxe (direita de quem observa a foto), não há rua, porque é na continuação; para o lado de onde foi feita a foto (à frente do miúdo), há o mar e para a esquerda do fotógrafo há a Praia de Bote. Rua, há só uma, a que passa à frente da Torre e seu anexo (onde está a sala que vemos, como se conta em "Capitania", livro que todos os concorrentes têm ou pelo menos conhecem), a Avenida República, dita "Rua de Praia". Logo, só a empresa Ferro poderia ser a resposta. É claro que ninguém ligou ao "outro lado da rua"...

Resposta 4: Arnaldo "Naldinho" Gonçalves, pianista de mérito
Esta era de facto um bocadinho difícil, mas não impossível de responder, com as dicas que dei. Fartei-me de associar a senhora às letras seguidas KKKKKK... porque era a D. Katy Karantonis, cabeleireira, irmã do chamado Jorge "Grego" Karantonis. Como é sabido, odeio os "K" no crioulo, mas é claro que nada tenho a dizer sobre eles, por exemplo, em palavras gregas. Era de desconfiar a minha insistência no "K". Ninguém desconfiou... E depois falei dos manos AAAAAA e AAAAAA (Arnaldo e António Aurélio Gonçalves). Que dois manos famosos do Mindelo eram os AAAAAA? Só eles... O Sr. Naldinho homem da cidade mas menos conhecido fora dela; Nhô Roque, professor de grande prestígio da terra, por isso e por ser escritor famoso (até claridoso) também em Portugal pelos seus livros... Mas pior que isso tudo, é que a foto já tinha sido vista e já tínhamos falado sobre ela, incluindo o Adriano, ahahahaha, que descuido fatal Ver AQUI
Arnaldo "Naldinho" Gonçalves é a figura de cócoras. Os outros, também gente tchéu cunchide.
Resposta 5: São Vicente, degraus para descer para a água (ou subir a partir dela, claro) da Baía das Gatas
Sim, no "tanquim" da Matiota havia uns semelhantes, mas o "tanquim" da Matiota já desapareceu, engolido por um estaleiro e eu disse que as fotos, separadas por meio século, eram do mesmo local. Na segunda foto, que tem dois ou três anos, há uma cabeça com cabelos brancos. É um adulto, percebe-se bem. O adulto está em pé. Se ainda houvesse "tanquim" na Matiota, mesmo sentado, ele taparia os degraus com a cabeça. Mas sabemos que não há "tanquim". Logo, se a foto de cima  é vaga, a de baixo mostra degraus molhados. Se há um homem dentro de água, é coisa de praia. Se é coisa de praia, é Baía das Gatas. E assim é, de facto. Trata-se do meu amigo José Carlos Marques que se fez retratar meio século depois de eu, ele e o irmão termos tirado uma foto no mesmo local, com os mesmos degraus em fundo...

Resposta 6: Barcos de nacionalidade japonesa; eram barcos de pesca de atum, ou atuneiros; "Maru", palavra comum a todos os barcos japoneses. 
E só esta última dica já dava para responder a tudo... Só os barcos japoneses têm esta palavra comum no nome. Aliás, o povo de São Vicente chamava-lhes "marus", em vez de atuneiros ou barcos japoneses. Por causa destes, surgiu até uma coladeira, a conhecida "Saiko Daio" de Ti Goy, celebrizada pelos "Ritmos Cabo-verdianos".

Resposta 7: São Vicente, Cine-Teatro Eden Park
Fartei-me de falar em horizontalidade, mandei um braça paradisíaco (paraíso = Eden), mas nada. Se eu fazia uma pergunta destas, com uma nesga tão curta de edifício, só podia ser um edifício muito marcante. Nunca iria colocar uma casa de habitação qualquer. A única confusão que podia haver era por exemplo com o Hotel Porto Grande ou o edifício da nova Defesa Marítima, mas estas linhas não enganavam. Era o velho Eden Park, sim senhor. E o cinema do Tuta era uma espécie de caixa, se bem me lembro lisa, sem aberturas, para além da porta e da loja de fotografia "Foto Melo" no canto.


Insisto, em algo que já disse 6.594.320.960.125 vezes: os concorrentes não tomam atenção nem ao que se pergunta de início, nem ao que se vai dizendo depois. Avançam por ali fora, às cegas, quando a papinha, se não está toda feita... está quase. Mais perdem, por não darem atenção às ajudas. É que nos concursos do Pd'B, até as vírgulas contam.

Seja como for, um grande, grande, grande abraço para os que participaram. Foi trabalhoso mas muito divertido e haverá continuação, no 4.º concurso da 2.ª série, do Pd'B que será mais fácil que este. Até lá, então.

1 comentário:

  1. Djack, mais uma oportunidade que tivemos para nos divertirmos.
    A essa da nº 4 eu nunca chegaria à resposta porque não me lembrava absolutamente nada do Naldinho Gonçalves. Isto porque nunca foi pessoa das minhas relações ou contactos, até porque, dada a enorme de diferença de idades, não frequentávamos os mesmos meios. Naquele tempo, e atendendo à idade que eu tinha, também o meio musical me era praticamente estranho. E nem sequer sabia que o Dr. Aurélio Gonçalves tinha um irmão.
    Quanto à nº 5, confesso que ainda hesitei. Mas julgava que se mantinham ainda os vestígios da escadinha.
    Mas, pronto, valeu o esforço.

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